Capcom

Cápsulas de Sonhos

Autor: Jonny

A Capcom é uma de minhas empresas favoritas no ramo dos games.

Provavelmente, ela também é uma de suas favoritas. A afirmação nem parece audaciosa, pois, a empresa possui tantas marcas importantes para o ramo e que são divididas entre praticamente todas as gerações de consoles e gêneros que o que é realmente impossível é se nenhum de seus games o(a) tiverem tocado de alguma forma.

E apesar de suas decisões mercadológicas, muitas vezes polêmicas, a empresa é uma das que mais nos brinda com games de alto nível de qualidade e personagens marcantes. Com este artigo você conhecerá um pouco mais sobre a empresa, sobre seus títulos mais importantes e algumas curiosidades de seus personagens mais icônicos.

As “Cápsulas de Computador”

“Cápsulas de Computador”, mais conhecido por aqui como fliperama.

A Capcom está no mercado há mais de 30 anos. Três décadas representa muito para uma mídia que um homem de 50 anos não teria experimentado em sua infância. Veterana no mercado começou suas atividades no Japão no longínquo ano de 1979.

Se você também for daqueles que jogam games há muito tempo, é provável que sua experiência com os games da Capcom tenha começado com os, já não tão populares, Arcades. E isso condiz muito com sua origem, afinal, a empresa começou dedicada a criar exatamente máquinas de jogos (não caseiros). Algo que nem todos têm conhecimento é que Capcom é abreviatura para “CAPsule COMputer”, um dos nomes de uma subsidiária original da empresa (lá em 79), mas, ainda mais importante, Capsule Computer era a forma como a própria empresa nomeava os arcades que produzia.

Sua história não se restringe apenas a criação de máquinas de jogos para fliperamas e a segunda etapa de sua longa história é mais conhecida: assim que os consoles caseiros começaram a ficar populares a empresa começou a flertar intensamente com eles, se tornando uma das desenvolvedoras mais importantes. Em especial durante os 16 bits e 32 bits, onde começou a ganhar mais notoriedade por produzir jogos licenciados importantes como os games da Disney e também por começar a trazer dos arcades experiências fantásticas e historicamente importantes para o ramo como o aclamado Street Fighter.

Mais de 30 anos. 76 títulos.

O que motivou essa pesquisa foi uma recente conversa com amigos onde discutíamos a relevância da Capcom. Citei-a como uma de minhas favoritas baseado em minhas memórias e da quantidade de títulos que tanto joguei e tenho carinho. Abandonando a nostalgia de lado resolvi me ater à pesquisa e fui descobrir a quantidade de títulos originais que a empresa criou para termos números ao invés de suposições ou opiniões.

Cheguei ao absurdo número de 76 títulos. Absurdo, pois, estes 76 são títulos originais. Não peguei para esta lista títulos licenciados como os famosos Alladin (SNES), os crossovers como X-men Vs Street Fighter (Arcade, PSX, Sega Saturn) ou Goof Troop (SNES), por exemplo. Também fiz questão de não repetir games que são seqüência, como exemplo, Resident Evil 2. Então, considerei apenas a marca Resident Evil. Em títulos que sua fórmula mudam consideravelmente, como os spin-offs de Megaman eu levei em consideração, exemplo: Megaman e Megaman Legends são duas “marcas” que entraram para a conta.

Mas, você poderá ver o levantamento completo da “Gamegrafia”da Capcom abaixo. Repare que a lista está em ordem alfabética pra facilitar sua consulta e a numeração apenas representa a contagem dos títulos (demonstrada a cada 5).

1. 1943: The Battle of Midway

Ace Attorney – Phoenix Wright

Asura’s Wrath

Avenger

Ryu é um nome que você conhece bem, certo? Opa! Espera. Cadê o quimono e a bandana vermelha? Como você vai ver ao longo do artigo a Capcom ou homenageia muito de seus personagens ou se auto-“plagia”. Ryu do game Avenger surgiu no mesmo ano que seu homônimo mais famoso, em 1987. Mas, ao invés do gênero luta, Ryu batia, mas, naquele que foi o primeiro Beat’em up da empresa, gênero que a tornaria ainda mais famosa em futuro próximo com o Final Fight.

5. Battle Circuit

Bionic Commando

Black Tiger

Breath of Fire

Este é o “segundo” dos três Ryus da Capcom. E também o mais “jovem”, tendo feito sua primeira aparição no clássico de SNES em 1994. Ryu é o herói da primeira e mais famosa franquia de RPGs da empresa. O que o leitor que não conhece a série pode estar se perguntando é a razão de ele estar diferente nas cinco incarnações da imagem, certo? O que ocorre é exatamente isto, incarnação. A cada título o Ryu protagonista é uma pessoa diferente, ainda que possua sempre sua espada, habilidade de se tornar um dragão e sempre tenha uma garota de asas chamada Nina em seu destino.

Capcom Fighting Evolution

10. Captain Commando

Chaos Legion

Chiki Chiki Boys

Commando

Cyberbots – Fullmetal Madness

15. Darkstalkers

Morrigan Aensland nasceu em 1678 e é escocesa. Assim como a imagem deixa claro seus atributos são invejáveis e a tornam uma sedutora mulher com 58 quilos distribuídos em sua estatura de 1,73. Note que eu a chamei de mulher, pois, é assim que ela se mostra no mundo dos homens ao esconder suas asas, entretanto, ela é na verdade uma súcubo. Seu disfarce aliado com sua beleza fazem com que ela consiga sempre companhias humanas para em seus sonhos se alimentar de sua energia vital. Morrigan é tão sedenta que sequer faz distinção de gênero, ela se “alimenta” de homens e mulheres. Tirando seu interessante lore, a personagem é também a mais icônica da série Darkstalkers que surgiu originalmente nos Arcades em 1994.

Dead Rising

Devil May Cry

Dino Crisis

Dragon’s Dogma

Forgotten Worlds

20. Final Fight

Sodom é um dos mais icônicos personagens de Final Fight (1989). Muito lembrado pelos fãs por ser um dos bosses mais difíceis no beat’ em up, curiosamente não teve mais aparição nos games seguintes, mas, foi lembrado e continuou nos games em Street Fighter Alpha. Ele e Bishamon (Darkstalkers) são curiosamente semelhantes, o que me fez pensar se teriam alguma relação entre si. Mas, apesar de usarem máscaras, armaduras de cores semelhantes, ostentarem uma lua em seus capacetes e usarem uma espada como arma (Sodom também usa um par de Jitte), são personagens distintos. Sodom é americano. Bishamon é japonês.

Vale lembrar que Sodom usa uma Katana enquanto Bishamon é portador de uma Kien (espada amaldiçoada). E tem mais: a armadura que Bishamon traja também é amaldiçoada. Sai pra lá bicho ruim…

Ghost Trick: Phantom Detective

Sissel e Phoenix Wright (série Ace Attorney). Note que os personagens possuem muito mais em comum que os olhos podem ver. Espera! Os olhos podem ver facilmente, sim! Ainda que as cores de seus ternos sejam distintas, os dois possuem cabelos espetados, usam sapatos, gravatas, são exímios detetives e, veja só, até as mecânicas de seus jogos possuem similaridades.

A Capcom se homenageando de novo? Pode até ser, mas, neste caso a resposta é mais simples, acontece que o criador de Ghost Trick: Phantom Detective, é o mesmo por trás dos games da série Ace Attorney. Quer mais algo em comum? Pode embarcar em seus games tranquilamente, pois, oferecem tramas envolventes e diversão de monte.

Ghosts’n Goblins

God Hand

25. Gotcha Force

Gun Survivor – Dino Crisis

Gun. Smoke

Haunting Ground

Killer 7

30. Knights of the Round

Do seu lado esquerdo você vê Perceval, Lancelot e Arthur. Este pode ser desconhecido para você jovem padawan, que não viveu sua infância em 1991. Longe do mainstream, mas, com lugar cativo nos corações cult, Knight of the Round levava esses três importantes personagens da távola redonda em busca do santo Graal. Pode chama-lo de “Final Fight” da época medieval, pois, era exatamente isso que ele parecia. Lançado para arcades e SNES em 1991 trazia diversão e a medida que você e seu companheiro de jogatina iam avançando podiam obter power-ups que upavam suas armaduras. Naturalmente, a mais desejada era de Arthur, uma armadura completa.

Arthur era considerado o boneco equilibrado, bom em tudo e que portava sua ainda mais famosa Excalibur. Lancelot era o personagem “veloz” e portava uma Scimitar. Perceval por sua vez era o personagem pesado e que portava um Great-Axe. Naturalmente, sua força sem igual era “equilibrada” com os controles mais difíceis dos três e você se sentia agradecido por ter um amigo que sabia o usar bem, pois, era valoroso.

Legendary Wings

Lost Planet

Magic Sword

Maximo

35. Megaman (clássico)

Rockman, DLN-001, The Blue Bomber, Megaman… São poucos os personagens neste nosso hobby que possuem a relevância e seja tão icônico quanto este robô azul. Tão importante que quase dispensa apresentação, está entre nós desde 1987. Diferentemente da maioria dos jogos do início de vida da Capcom, o Megaman foi projetado e desenvolvido diretamente para um console caseiro (NES).

A série original possui 10 títulos e todos eles com semelhante design: você deve enfrentar oito robôs adversários em suas fases temáticas, obter suas armas, permitindo assim que você tenha customização sobre seu personagem. Hoje isso parece bobeira, mas, em sua época era uma inovação sem igual. Não fosse o suficiente, as armas obtidas podiam ser usadas explorando as fraquezas dos próximos adversários. Tudo isso embalado por uma característica de todos os títulos da série: uma trilha sonora soberba (o nome original é em razão da qualidade e escolha musical: ROCKman).

O personagem também foi fonte quase inesgotável de experimentações para a Capcom (como você pode ver na sequência da lista abaixo) e se contarmos os ports e spin-offs a soma de seus títulos ultrapassam o número de 100 (!!!).

Veja a seguir mais algumas curiosidades sobre a série clássica.

Confira cada um dos inimigos que você já enfrentou.

 29% das armas dos inimigos e que você posteriormente obtêm são baseadas em fogo, água e ar. Inclui-se nessa porcentagem suas derivações como gelo, neve, etc;

Splash Woman é a única robô feminina que Megaman enfrenta em toda a série. Ela aparece em Megaman 9 (PS3/Xbox 360/PC/3DS);

8%  delas são baseadas em eletricidade e luz;

 13% são objetos como bombas e mísseis teleguiados;

 31% consiste em arremesso de objetos como espinhos, diamantes e estrelas ninja;

Megaman Battle Network

Megaman Legends

Megaman Star Force

Megaman X

40. Megaman ZX

Mercs

Midnight Wanderers

Monster Hunter

Okami

Ainda que a empresa possua uma vasta gameteca e bem diversa em termos de gêneros, pouquíssimos de seus títulos já conseguiram o desejado GOTY (Game Of The Year). Nos últimos 10 anos apenas dois conseguiram essa proeza. Um deles é Okami (2006, PS2 e Wii). Eleito como GOTY pelo veículo IGN. E o mais recente foi em 2016 com Street Fighter V, foi eleito por categoria como melhor figthing game do ano, quem concedeu o título foi a Game Awards.

45. Okami Den

One Piece Mansion

Onimusha

P.N.03

Pirate Ship Higemaru

50. Plasma Sword

Pocket Fighter

Pocket Fighter era até divertido, mas, deixemos o puzzle que reunia bonecos de duas das franquias da Capcom (Darkstalkers e Street Fighter) de lado, para falar das personalidades envolvidas. Donovan Baine (Darkstalkers) e Dan Hibiki (Street Fighter Alpha) são dois dos personagens da empresa que possuem semelhanças físicas como tantos outros. Pés sempre descalços. Longo rabo de cavalo. Franjas únicas e empinadas. Pele branca. Sobrancelhas arqueadas. Orelhudos. E o principal: destinos não tão heroicos.

Dan apareceu pela primeira vez em uma art de Street Fighter II Turbo, nesta imagem aparecia Sagat agarrando pela cabeça um adversário que possuía rabo de cavalo. A empresa não revela se este era Dan em si, mas, o mais provável é que seja seu pai. Dentro do cânon ele foi abatido pelo tailandês e é uma das motivações de Dan. Mas, o certo é que esta foi a motivação da Capcom para sua criação. Na história de Dan, ele além de ser um alívio cômico para a série, foi treinado pelo mesmo sensei de Ryu e Ken. Os golpes são parecidos, mas, menos efetivos. A razão é que ele abandonou o treinamento mais cedo para ir atrás de Sagat e cumprir sua vingança por ter matado seu pai. O mais curioso é que, eventualmente, ele obteve sucesso. O que fez com que Dan ficasse ainda mais confiante em suas habilidades. Mas, ainda assim, aparentemente ninguém fica impressionado e o personagem continua sendo divertido e caricato, razão pela qual é tão adorável.

Donovan, ainda que pouco bem sucedido, é mais trágico que seu “gêmeo”. Ele é um Dhampir, meio homem, meio híbrido de vampiro. Ele se inclinou a religiões e métodos arcanos para manter suas tendências homicidas sobre controle. Tem como objetivo caçar os Darkstalkers para fazer do mundo um lugar mais seguro para Anita, aquela fofinha ali que está atrás de suas pernas. O que viemos a descobrir é que no fim do jogo, tragicamente Donovan é vencido pelo mal e não possui mais controle sobre seus próprios impulsos malignos. Eventualmente em um futuro ele é assassinado, veja só, por Anita.

Os curiosos personagens “nasceram” muito próximos um do outro. Dan é de 1996 e Donovan é de 1995. Sendo assim, caso tenha havido uma “cópia”, a probabilidade é que Donovan tenha servido de inspiração para Dan.

Power Stone

Quiz Nanairo Dreams

Red Earth

55. Remember Me

Resident Evil

Rival Schools

Savage Bees

Section Z

60. Sengoku Basara: Samurai Heroes

Shadow of Rome

Side Arms – Hyperdyne

SonSon

Olhe bem pra SonSon do seu lado esquerdo. Um amigo porco? Confere. Usa um bastão como arma? Confere. Voa em uma nuvem? Confere. É super forte, super veloz, pode fazer “fireballs” com suas mãos e troca sua forma? Confere. Você também pode ficar interessado em saber que ele troca sua forma para a de um grande macaco. Ah, sim! Ele possui rabo e é um macaco em si também.

Plágio de outro personagem muito famoso? Dica: ambos são de 1984. Tanto mangá original de Dragon Ball quanto o arcade game da Capcom. Mas, ainda que sejam próximos não existe plágio entre estas duas séries, não. SonSon é baseado em um romance chines do século 16, pra ser mais exato é de 1592.

Já o SonSon dos games possui super força como já mencionado, o bastão dele pesa quase 10 toneladas (!!!). E ainda que o arcade não seja muito famoso por aqui, você deve ter visto algo parecido em Marvel Vs Capcom 2. Afinal, SonSon está lá também. Um tanto mais charmosa, pois, é em versão feminina. Não se trata do mesmo personagem, SonSon III é neta de SonSon, mas, possui as mesmas habilidades.

Pra fechar, o simpático porquinho que era o segundo player no jogo original tem nome também e, nada muito criativo: ele é o TonTon.

Steel Battalion

65. Street Fighter

Street Fighter é a mais icônica marca da Capcom. Seu título pode não ter criado o gênero fighting game, mas, definiu até os dias de hoje como um game de luta em plano 2D deve ser. Serviu de inspiração para outras empresas que tentaram replicar o modelo, mas, sem obter semelhante sucesso. A discussão pro modelo ter dado tão certo é ampla, mas, é inegável que a gameplay extremamente polida de Street Fighter II (onde a série emplacou de vez), suas músicas temáticas inesquecíveis e seus personagens carismáticos e estereotipados foram as mais importantes razões do sucesso. E em uma série com personagens tão icônicos, não dava pra errar a mão em seu vilão.

M.Bison (Master Bison) é o mais importante vilão da série e o que mais aparece também. Tendo sua primeira aparição em 1991 no supracitado Street Fighter II. Ele é o grande organizador da maioria dos torneios que reúne os maiores lutadores de rua do mundo. Sua motivação é simples: dominar o mundo. Mas, a razão dos torneios é atrair os maiores lutadores para que ele possa roubar seus corpos ou poderes especiais. Você se pergunta como isso é possível? Pois, então, é através da equipe de cientistas da Shadaloo, organização maléfica que Bison controla, que é possível “passar” sua essência para outros corpos.

Bison da série Alpha é realmente um “Brutamontes”

Outra curiosidade a respeito do personagem é que seu corpo, tamanho, cor do cabelo, muda de game pra game. Existem “explicações” possíveis, além da limitação dos hardwares ao longo das gerações, uma delas é que o misterioso Psycho Power consome e sobrecarrega demais de seu corpo, fazendo com que sua forma mude, essa teoria é fortalecida com sua necessidade de sempre estar procurando corpos poderosos para ser seu hospedeiro. Teorias não confirmadas no cânon, inclusive, apontam o Bison da série Alpha como sua incarnação mais poderosa. Seria por isso que seu corpo é maior nesta série em questão? Será por isso que aqui é a única vez que ele plana ao invés de andar? Este é um de seus especiais mais poderosos também, cobre toda a tela, deixando o adversário sem muitas possibilidades. Uma das poucas reações é defender.

O desfecho de Bison também é incerto. No cânon oficial a cronologia termina com Street Fighter III: Third Strike. No título em questão Bison não é o vilão e sequer aparece. Mas, parece que Chun-Li, enfim, obteve sua vingança contra o lorde, afinal, ela é quem reclama os créditos por sua destruição definitiva.

Gill é o vilão de Street Fighter III: New Generation. Na época de seu lançamento o personagem simbolizava grande proeza técnica em termos de sprites. Explico: à época todos os personagens de jogos de luta em 2D eram perfeitamente simétricos, isto é, não importava pra que lado seu boneco estivesse “olhando”/direcionado, seus frames de animação eram os mesmos. Acontece que Gill sempre é vermelho do seu lado direito e sempre é azul em seu lado esquerdo. A programação do jogo sempre invertia os lados para onde quer que você direcionasse o personagem.

As habilidades do personagem também eram afetadas por essa proeza: vire pra direita e você terá habilidades de fogo. Vire para esquerda e você tem o gelo ao seu dispor.

Strider

Super Pang

The Demons Darkness (título anterior a Demon’s Crest)

The King of Dragons

70. The Speed Rumbler

Trojan

Under the Skin

Under the Skin não é um título muito famoso da empresa, mesmo que tenha tido como um dos cenários a famosa Raccon City. Personagens de Resident Evil 3 também fazem participação como Jill, Carlos e Nemesis. Mas, a curiosidade aqui é sobre Cosmi e Banette (Pokémon). Observe como os dois são semelhantes. A mesma cabeça redonda. Um “rabo de cavalo” charmoso. Olhos grandes e assustadores e por fim, o “simpático” sorriso.

Seria mais um caso de homenagem, plágio ou coincidência? Não achei nada que justificasse uma briga judicial de ambas as empresas, ficaremos então com a opção de coincidência. Ahhh! Você quer saber qual teria servido de “inspiração” para o outro, certo?

Banette é da 3ª geração de monstrinhos da Nintendo (Ruby/Sapphire), o lançamento do título onde ele debutou foi 21 de novembro de 2002 lá no Japão. Já Cosmi fez sua estreia em 2004. Logo, a probabilidade de homenagem é da Capcom para com a criatura sinistra da Nintendo.

Com tanto bichinho bacana pra se ter como inspiração. Vai entender.

Varth: Operation Thunderstorm

Viewtiful Joe

Vulgus

76. Zack & Wiki Quest for Barbaros’ Treasure

Você vai reparar que grande títulos ficaram de fora deste levantamento de informações e curiosidades. Títulos como Resident Evil, Captain Commando, Devil May Cry, Viewtiful Joe (mas, estão listados) e tantos outros. Complicado escrever sobre uma empresa que possui tantas marcas famosas e que guardamos com carinho sem deixar nenhum de fora.

Mas, caso tenha gostado do artigo não fique chateado, dê o seu apoio compartilhando em suas redes sociais que em um próximo artigo trago mais curiosidades daqueles títulos que mais tenha sentido falta.

Fontes de pesquisa:

  • 30Th Anniversary Capcom Charachter Encyclopedia (DK);
  • Almanaque de Games (Panda Books);
  • Capcom.com
  • Google/Wikipedia – Informações adicionais e imagens.
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  • Maycon Joya

    Um Icone de empresa dessa bixo.

    Ótima pesquisa, tinha até esquecido de pocket fighter. Eu simplesmente venerava. Aliás, muitos jogos que venero são da capcom.

    Hoje em dia, mesmo torcendo o nariz pra algumas coisas, eu acho que ela acerta mais que erra.

    • Também acho que ela mais acerta que erra. Além disso, a empresa demonstrou que é extremamente criativa ao longo das gerações. Sempre tentando inovar a cada geração. Nem sempre dava certo em termos de sucesso comercial… 🙁 Talvez isso explique suas recentes decisões polêmicas. Deve estar jogando mais “safe”… eehehhehe…

      • Mysteron

        Pois é. Concordo com vocês, mas eu acho que isso se deve muito mais ao fato de que eles criaram paixões para cada jogo seu, e eles não querem se queimar. Eu adoraria ver um Dragon’s Dogma 2, ou um novo Mega Man (como todo mundo), mas eu acho que isso não irá ocorrer tão cedo. Eles estão basicamente financiando um grande jogo novo com a venda de remasters ou coletâneas dos jogos que todo mundo quer, mas novos.

        • Dragon’s Dogma eu acabei passando. Apesar de saber que é muito elogiado e pelo que já vi em vídeos, me agradar. Mas, prioridades da vida que vai nos engolindo… heheehhehe… Já o Megaman eu não podia concordar mais. Quero outro pra ontem!

          • Mysteron

            Cara. Se um belo dia quiser um jogo que tenha uma pegada Syrim de ser infinito, mas que você pode fazer 1 ou 2 missões por vez, vai em frente. Ele é muito bom mesmo. E Megaman é aquilo… os caras não podiam tomar uma decisão mais errada em manter essa série parada desse jeito.

          • Maycon Joya

            Pelo amor, jogue Dragons dogma. É obrigatório.

      • white_crow

        Mais safe nada… tá passando o chapéu para fazer os jogos!

  • Dark Angel Caxias

    Como alguém que, apesar de sempre ter acompanhado o mercado através de revistas e jogado em consoles diversos na casa de amigos, apenas tornou-se efetivamente “gamer” durante o Wii (pelo menos, eu mesmo penso assim), não posso dizer que eu tenha lá muita experiência com games da Capcom. Conheci-a jogando algumas partidas de Street Fighter II no Super Nintendo de um amigo, mas o primeiro que eu devo ter jogado “por conta” dela deve ter sido, acredito eu, o Resident Evil 2 do Nintendo 64; e, por mais que eu tenha ficado impressionado com os gráficos e, especialmente, aquelas animações – algo inesperado em um cartucho para a época -, os controles simplesmente me “afastaram” do jogo (eu era ainda mais noob do que sou hoje, afinal… rs).
    Depois disso, não me recordo de ter jogado nada mais dela até Resident Evil 4, o qual, novamente, joguei no Playstation 2 de um amigo, por um tempo relativamente grande – joguei parte da campanha da Ada, e também “disputamos” algumas rodadas no modo Mercenaries (ou algo assim). Contudo, nunca me senti impelido a comprá-lo eu mesmo; acredito que o único jogo que possuo da Capcom, até hoje, seja o Megaman X, comprado no Virtual Console do Wii U, e que também foi o primeiro jogo da franquia – desconsiderando as versões flash -, que joguei.
    Independente da minha falta de conhecimento prático, por assim dizer, nunca negarei toda a importância que ela teve e tem para o mercado; ela sempre foi e é nome bastante presente em revistas e sites. Somente eu, como tantos outros, questiono as atuais táticas dela, de tanto priorizar ports e remakes, enquanto faz outras decisões questionáveis (nenhum dos Megaman Collections para o Switch?).

    • Nossa. Que curioso você ter jogado pouco de seus games, pois, ela realmente está espalhado por “tudo”. A relação dela com a Nintendo também sempre foi muito próxima. Anyway, Resident Evil clássico eu amava naquela época… Naquela época! Hoje sinto o mesmo tipo de falta de curiosidade que você pro modo “tanque”. Residente Evil 4 e Megaman X são dois dos jogos que mais joguei na vida. Então, sou até suspeito pra falar deles.

    • white_crow

      Deus tenha piedade! hahahaha

  • Mysteron

    Muito foda! É impressionante o quanto essa empresa tem de cacife. E o mais legal nessa lista é que você consegue ver o quanto ela se aventurou no mais diversos estilos de jogo com vários graus de sucesso neles. Eu diria que até a geração PS2, talvez no início da geração 360/PS3, ela não tinha medo nenhum de se arriscar.

    Hoje em dia a gente não consegue tanto ver isso, já que não são lançadas tantas IPs originais assim, mas como vocês mesmo já falaram, ela mais acerta do que erra.

    • Sim. Isso demonstra toda a importância que ela tem pro mercado. Só pra ficar em dois gêneros que ela mesmo moldou e criou: fighting game 2D e Survival Horror. Capcom tem muita bala na agulha… hehehehe…

      • Mysteron

        Muita, mas falta trabalhar com isso. Os caras estão dormindo em uma mina de ouro!

  • white_crow

    Cara, não entendi mtu esse artigo não… juntou 75… que não é a lista dos mais expressivos, nem a lista dos mais undergrounds… hahahha.

    Aí tem uns erros: Breath of Fire é de 93, 94 saiu a versão americana. Esse The Demon Darkness é o subtítulo do Gargoyle’s Quest 2 (e entrou esse no lugar do Demon’s Crest? Poderia até ser o primeiro mesmo). No final do Pirate Ship Higemarv é um U.

    Po, se o Goku também não for baseado no Rei Macaco, aí plagio não existe! hahaha

    Mas aí dá para ficar em vários artigos!

    • Os 75 são todos os jogos originais da Capcom. Expressivos e undergrounds, com exceção de licenciados. Ali só as criações dela mesmo. Se tiver faltando algum, dá um toque dizendo qual é que eu incluo. 😉

      Todos as datas citadas são as oficiais da empresa conforme listada em seu livro (o Character Encyclopedia).

      Isso. The Demons Darkness é o subtítulo de Gargoyle’s Quest (um mesmo, sem 2). Foi o título escolhido, pois, foi a primeira vez que Firebrand (o nome do inimigo que protagoniza este e Demons Crest). Antes, ele já havia aparecido, mas, em Ghouns n Ghosts.

      No Pirate Ship, tens razão. Já corrijo o erro de digitação. Vlw pela leitura e ajuda. 😀

      Vou pesquisar pra ver sobre o Saturday Night. Se tudo estiver de acordo incluo ele na listagem. Aí serão 76!!! .o/ Yeahhhh!

      • white_crow

        Então essa enciclopédia aí está doida… hahaha

        Como assim tio? E a série Maximo do PS2? Isso que nem fiz esforço de lembrar esses… hahaha

        • Pode ser que a enciclopédia estivesse considerando as datas americanas como lançamentos mundiais.

          A série Maximo entra como um dos Ghouns n Goblins. Mas, ela muda muito sua fórmula. Irei incluir. Valeu pela observação. Se lembrar mais uma, avise. 😀

          • white_crow

            E no Gargoyle’s Quest já era Firebrand. E Maximo, apesar de usar o ilustrador de Ghosts n Goblins e ele ir perdendo a armadura, passa meio longe do universo. Tá mais para uma homenagem (quiçá).

          • Sim. O Maximo muda bastante a fórmula. Já o inclui na listagem. Agora são 76! .o/

  • Stalker

    Megaman Zero faltando =)

    • No caso do Megaman Zero o que fiz foi manter o ZX. Como ele é uma evolução espiritual dele, achei estar bem representado. 😀

  • Gabuga

    Nuss, cara que capricho de artigo, coisa fina ! Show de boa @jonnyel:disqus !

    • Vlw Gabuga. .o/ Que bom que curtiu.

  • Minha única tristeza é que a Capcom nos últimos anos acabou se embrenhando pelo ostracismo que assola algumas das grandes empresas ocidentais também. Aquela repetição desenfreada da fórmula, aquela sanha por DLCs, cosméticos e tals. A EA tem passado por isso, e no lugar de sermos agraciados com surpresas como Dead Space foi, só vem Battlefield e Need for Speed, todo ano… Parece que a cada ano que passa fica mais improvável que uma empresa grande assim consiga lançar novamente jogos tão bons quanto as maravilhosas pérolas do passado. A Capcom tá nessa… É praticamente só Street Fighter, Resident Evil e Monster Hunter, Street Fighter, Resident Evil e Monster Hunter… O único game realmente CAPCOM dos últimos anos, fora dessas 3 franquias, foi Dragon’s Dogma mesmo, que olha aí a Capcom, tá sendo relançado pela 6ª vez, agora no PS4/XONE…

  • A empresa realmente marcou várias gerações. E, apesar de tudo que falei no outro comentário, tá aí, firme e forte. Já falamos de vários jogos dela no Retro Game Club, de licenciados da Disney e da Marvel, a Shadow of Rome e Cadillacs e Dinossauros. São empresas assim que mostram a importância de um console como o Switch no mercado. Um lugar que os usuários não se importem só com gráficos. Tanto que fora das franquias principais dela, quando acabou a era PS2, a Capcom acabou lançado seus jogos mais interessantes nesse tipo de console. Wii, PSP, 3DS foram agraciados com ótimos jogos da empresa.

  • Aproveitando a postagem recente e relacionada, Megaman Legacy Collection 1 e 2 com descontão na Steam: http://store.steampowered.com/app/495050/Mega_Man_Legacy_Collection_2_____2/

  • ljusfalheim

    Cara, essa matéria combinou com um surto de nostalgia que estou tendo agora com jogos da Capcom. Voltei a jogar Darkstalker: The Night Warriors com os amigos aqui em casa e também estou jogando de novo Dungeons & Dragons: Tower of Doom, que pra mim, é um dos melhores beat’em ups que já tive oportunidade de jogar. A Capcom, assim como a Squaresoft, já foram as minhas empresas favoritas. Infelizmente elas estão longe de seu melhor período criativo, mas são certamente as duas empresas third party mais importantes da indústria para mim. Tenho aqui, os exemplares das antigas revistas, Gamepower, Super Gamepower e Gamers e é curioso notar que todo mês havia matérias sobre jogos da empresa. Aliás, de 91 a 94, praticamente toda edição das revistas da época tinham uma menção a alguma versão de Street Fighter II. Sinceramente, em todos esses anos que jogo, nunca jamais vi uma febre igual e que durasse tanto tempo. Fora que a placa de Arcade CPSII era uma mina de ouro para quem gostava de games em 2D. Cara, que época boa. Tomara que a empresa voltem às boas com cada vez jogos mais interessantes (e um Darkstalkers 4 que está mais do que na hora!).