Stories 3 promete alçar o seu maior vôo
Autor: Jonny-el
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection
Lançamento: 13 de março de 2026
Plataformas: Nintendo Switch 2, Playstation 5, Xbox Series X e Series S, Microsoft Windows (diversas lojas)
Desenvolvedora: Capcom
Plataforma testada: Playstation 5 e Nintendo Switch 2
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Stories 3 tem logo em seu início uma épica cena onde seu avatar corre ao lado de um amigo para um desfiladeiro, ambos puxam seus óculos escondidos para os seus olhos, e saltam confiantes e destemidos diante de um imenso abismo. Eles nada temem, pois, eles verão suas Kinship Stones brilhar em seus pulsos, e na sequência seus Rathalos e Legiana irão os resgatar em uma belíssima cena de corte. Enquanto eles sobem voando com seus Monsties rumo a um enorme oceano, toca ao fundo o belo tema da série Monster Hunter Stories. Alerto o leitor que o referido tema toca para mim, como toca o tema de Dragon Quest para um fã daquela série.
Este que vos escreve tem grande familiaridade com MonHun, série base, e também com essa saga de RPG por turnos intitulada Stories. Joguei, zerei e adorei os dois títulos anteriores. De forma que você pode ler a minha análise completa do original clicando no link ali em cima. Caso queira, a análise do original irá servir para você, um possível novato nessa série, entender e compreender o que irá encontrar de mecânicas e looping de gameplay deste novo jogo. O esqueleto é o mesmo. E eu não me aterei neste preview a falar sobre como o jogo funciona em seu cerne.
Joguei a demo de Twisted Reflection (Stories 3) no PS5 e Nintendo Switch 2. Portanto, falo primeiramente aos entusiastas técnicos. A versão de PS5 te permite escolher entre os, já conhecidos, modos Desempenho (maior framerate), Equilibrado (auto-explicativo e garante os desejados 60 FPS) e Gráfico (maior definição gráfica com algum sacrifício de framerate). A versão de Nintendo Switch 2 ainda que muito competente não oferta escolha de modos e rodou a 30 FPS. Dificilmente haverá alguma mudança no produto final, então, se o seu objetivo não for jogar esse game em modo portátil, a melhor versão de consoles dele deverá ser a de PS5 e Xbox Series X.
Passada a parte técnica, tenho que salientar. Stories 1 era um absurdo técnico para o limitado 3DS. O jogo é, possivelmente, o mais refinado visualmente e sonoramente falando daquele aparelho. De forma que, sua sequência, que foi lançada multiplataforma para PCs e consoles de mesa foi um tanto decepcionante. Os ports são excelentes em termos de framerate, mas, era nítido que era um projeto de investimento mais limitado. Não que o original tivesse precisado de tanto para ser refinadissimo, mas, é que para chamar a atenção em PCs e consoles neste sentido, precisaria de mais.
E esse “mais”, enfim, chegou. E com pompas. Stories 3 possui direção artística de “jogão”. E a parte técnica é apurada. Estamos falando aqui de campos muito abertos, personagens, casas, céu, água, personagens e, claro, monstros muito detalhados. A inspiração artística e, em partes, de gameplay é óbvia, Breath of the Wild. Ainda que consiga também manter toda sua origem. É um jogo que mantém o que possui de suas qualidades e traz consigo elementos pontuais, conforme a necessidade, do sucesso da Nintendo. E a abertura que narrei no início ao ser contemplada ao vivo, não me deixa mentir em uma letra.
O jogo é um verdadeiro colírio. Mas, vai além disso. As cenas de corte são dirigidas com esmero como se você estivesse jogando um novo Final Fantasy, ainda que não foto realista e sim cartunesco. Closes, câmeras sobre os ombros, destaques para personagens, câmera se movendo lentamente quando há pessoas sussurando… É realmente um trabalho mais audacioso aqui. A história parece instigante e envolve pequenas tramas políticas e supostas traições, onde o jogador fica instigado com o ótimo gancho ao fim da demo.
Agora falemos do principal: como Stories 3 demonstra em como deixará o jogador motivado e atarefado. Aqui você terá dezenas de coisas a se fazer. Além da narrativa principal a ser seguida e também de submissões com suas recompensas, Stories 3 te dá a possibilidade de capturas de monstros, chocar e buscar ovos de qualidades diversas, evoluir suas criaturas e até mesmo evoluir o ecossistema de criaturas ameaçadas. Incentivando o jogador a sempre estar buscando novos ovos. Tudo isso libera monstros mais fortes que são enfrentáveis e “capturáveis“. E quanto mais você avança nessas tarefas, você vai liberando mais armas, armaduras, itens, receitas de itens craftáveis… Enfim. Acho que você ja entendeu como o sistema retroalimenta outros sistemas. E bem, é jogo pra MUITO conteúdo pros mais dedicados. E praqueles que criam metagames pra si mesmo? O desfecho é quase infinito, você quem define.
O jogo também traz consigo que seu(sua) protagonista é o(a) líder de um grupo de personagens. E bem. Como eles são caristmáticos! Bem dublados e participativos. Cada um deles tem um monstie parceiro. E cada uma de suas “Ults” possui uma animação especial. É claro que você vai querer assistir a todas as belíssimas sequências de cada um, estimulando a rotatividade. Eles possuem também sua maestria em arma, o que aprofunda o já instigante e belo sistema de batalha. Que a propósito, após o excepcional Expedition 33 ficou muito comum elogiar combates por turnos dinâmicos. Mas, isso não é nenhuma novidade. Mario e Luigi Superstar Saga, Bravely Default, Octopath Traveler e ainda outros como a própria série MonHun Stories já faziam belos combates por turnos dinâmicos e ativos. Aqui temos o mesmo esquema e ainda mais profundo que seu antecessor, Stories 3 entrega um combate muito divertido de se repetir por dezenas de horas.
Estive jogando Stories 3 desde que a demo foi liberada, e o contador de tempo ingame me diz que eu quase completei 12 horas nessa demonstração de jornada. Fiz tudo o que a demo me permitia, e portanto encontrei o teto de limitação que ela impõe por razões óbvias. Cheguei em dado momento que nem conseguia evoluir mais meus monsties ou meus personagens e, como você deve ter percebido por esse preview elogioso, eu não teria parado se tivesse a opção. Stories 3 entregou até aqui tudo que eu esperava da sequência do original e que não fora plenamente atendido. É um game que parece ter tido o investimento que essa sub série de MonHun merecia pela qualidade apresentada nos títulos anteriores e pela regularidade da qualidade.
Stories já era o RPG por turnos principal da Capcom. Até em razão da empresa ter abandonada as outras opções que tinha, mas, Stories é maior que isso e corre muto bem por seus próprios méritos. Agora a saga dos montadores de Monsties vem mais forte que nunca e tem tudo pra ampliar sua base de fãs. De forma merecida!