Retro Game Club Especial – Parte Final

Fala galera! Hoje estamos finalizando nosso mês de comemoração do Retro Game Club, sendo que a partir da semana que vem, voltaremos com a estrutura tradicional da coluna. Espero que tenham curtido os posts especiais sobre jogos exclusivos japoneses.

Antes de começar a coluna dessa semana, eu queria ressaltar uma situação aqui. Eu sei que a grande maioria dos leitores aqui do site, e especialmente da coluna, curtem jogos retrô, e os jogam com frequência. Bom, para esses leitores, e todos os outros que se interessarem, eu queria recomendar novamente a série The Great Battle, que já recomendei semana passada. São grandes jogos de plataforma e aventura, nos idos de Megaman e Donkey Kong. Se tiverem oportunidade, não deixem de jogá-los! É sério galera, é uma série essencial para todos que curtem um pouco de cultura pop oriental, e principalmente para que curte um bom jogo de plataforma. Os jogos são curtos, muito polidos, e muito divertidos.

Bom, semana passada eu meio que traumatizei todo mundo com Kamen Rider Gaim, então vamos tentar limpar esse sabor ruim com alguns jogos bons de Kamen Rider, e umas indicações de algumas séries (bem) melhores.


O primeiro jogo que vou indicar hoje é intitulado simplesmente Kamen Rider, para Super Famicon.

Kamen Rider

Kamen Rider

Trata-se de um jogo lançado pela Bandai Namco em 1993, que segue parcialmente a história das primeiras duas temporadas da série Kamen Rider, em que Kamen Rider Ichigo e Kamen Rider Nigo (ou, literalmente, Kamen Rider 1 e Kamen Rider 2) lutam contra as forças da organização maligna (e também responsável pela sua própria criação) Shocker. O jogo em si é um simples beat’em’up, para até dois jogadores.


Agora acho que eu vou indicar os jogos mais recentes que eu já indiquei até hoje: All Kamen Rider: Rider Generation 1 e 2.

All Kamen Rider: Generation 2

All Kamen Rider: Generation 2

All Kamen Rider: Rider Generation 1 e 2 são jogos de 2011 e 2012, respectivamente, sendo que o primeiro game é exclusivo de Nintendo DS, e o segundo também foi lançado para PSP. Indico aqui sem muito medo, porque a jogabilidade de ambos os jogos é puramente retrô: dois beat’em’ups, sidescrollers, assim como o Kamen Rider de Super Famicom antes deles também foi. Mas, para mim, esses são os melhores jogos de Kamen Rider já lançados. Até porque, como eles tem personagens de praticamente todos os 45 anos de séries (pois é, 45 anos), é só liberar o Black e jogar o game inteiro com ele, hehehe.


E agora, para o último jogo que eu vou indicar aqui, decidi encerrar assim como comecei, com (mais um) jogo de robô gigante, hehehe.

Front Mission 5: Scars of the War

Front Mission 5: Scars of the War

Front Mission 5: Scars of the War é um jogo de estratégia (ou seria táticas? Em português fica estranho, hehehe), lançado em 2005 pela Square Enix, para PS2. Para muitos, esse é considerado um dos melhores jogos da série.

A jogabilidade, novamente, é muito parecida com a de jogos como Super Robot Taisen, ou Advance Wars, em que as unidades são movimentadas em uma grade, e, enquanto lutam, a ação é transferida para uma tela de combate. O grande diferencial de Front Mission 5 é que, de toda a série, ele é quem tem uma história mais desenvolvida e intrincada.

O jogo possui uma tradução não-oficial, lançada pelo grupo Front Mission: Series Translation Project, cujo site atualmente encontra-se inativo, mas a tradução pode ser facilmente encontrada por outros meios.


Bom, eu disse que eu ia indicar umas séries modernas decentes de Kamen Rider, mas antes eu vou falar um pouco sobre a franquia.

Existem três tipos de Kamen Rider na mitologia da série: tecnológicos, cuja armadura vem da tecnologia humana – Kabuto é um bom exemplo; místicos, cuja armadura vem de alguma forma de magia, que geralmente está além da compreensão dos personagens – Kiva, que eu vou indicar aqui, e Kuuga, são dois bons exemplos; e biológicos, cuja armadura é geralmente monstruosa, e transforma fisicamente os personagens, sendo também um dos menos comuns de todos – Black é um bom exemplo, junto com Kamen Rider Shin:


Uma das temporadas realmente boas é Kamen Rider Kabuto, série de 2006, com um grupo de Kamen Riders tecnológicos, contra uma civilização alienígena que se infiltrou entre os humanos. Tendou Souji, protagonista, tem o poder de super velocidade, adquirindo, no decorrer da série, também as capacidades de parar completamente o tempo, e até mesmo de voltar no tempo. Além disso, ele… hummmm… bom… é a reencarnação de Buda:


Outra série muito boa que quero indicar é Kamen Rider Kiva. Kiva é inspirada nos monstros clássicos, sendo que a armadura principal do protagonista – bem como a história da série – é inspirada em vampiros, mas também conta com Lobisomem, o Monstro da Lagoa Negra, e a Criatura de Frankenstein. A história da série é bem leve e divertida, com um climão bem sessão da tarde. Só, por favor, ignorem o castelo dragão gigante, ele só aparece nos primeiros episódios (não perguntem).


Por último, eu vou indicar Kamen Rider W, o Kamen Rider detetive. A série é boa e divertida, apesar da guria meio chata que acompanha os protagonistas. E só para constar, o W pilota o Accel em um dos episódios. Assistam o vídeo e vocês vão entender o que eu to falando:


É isso aí pessoal, encerramos o nosso mês de aniversário, espero que tenham se divertido, comentem bastante, e prometo que semana que vem vou indicar o jogo mais ocidental que eu encontrar, hehehe. Quem quiser mais indicações de Kamen Rider, é só perguntar, que eu assisto de tudo! Super Sentai também. E Gundam. Hehehe.

E, como sempre, bom jogo a todos!

Ajude o site a crescer, compartilhe este artigo. (:
  • Dark Angel Caxias

    Até hoje, fico perguntando-me porque a Square-Enix praticamente abandonou tantas franquias de relativo sucesso (provavelmente, porque não vendiam, imagino eu); Front Mission é uma delas, mas tem, por exemplo, Bushido Blade, Tobal e Ogre Battle, fora tantas outras restritas a um único jogo (Einhänder é o primeiro do qual me lembro).
    Sobre os Kamens Riders… aquele Shin, é uma série de terror, né? rs… Falando sério agora, apesar de conhecer a franquia, as únicas duas séries que posso dizer ter assistido mesmo foram os Black e Black RX. Todas as outras, no máximo assisti uma que outra cena, quando muito. E é impressionante a “durabilidade” dessa franquia; ela é praticamente anual, não é?

    • A Square realmente abandonou muitas franquias, e as que eles não abandonaram, eles descaracterizaram. Acho que eles precisavam de um time secundário para desenvolver jogos de custo menor, e com mais criatividade, como eles faziam bastante antigamente.
      Shin? É, é um filme completamente de terror, é super violento. E a série é anual sim, tirando um hiato de mais ou menos uns 10 anos, entre 90 e 2000, que só tiveram alguns filmes, e nenhuma série, ela tem saído todo ano, sem falta, desde 2000. Cada série dura um ano bem certinho, e é sempre acompanhada de um a três filmes. Um filme muito bom, que eu sempre recomendo para quem curte Kamen Rider, mas nem tanto, é Kamen Rider The First:
      https://www.youtube.com/watch?v=kKLf5SywRFI

      • Aritias

        Front Mission sempre foi uma das minhas séries favoritas. Lembro até hoje de jogar o Front Mission 2 em japonês mesmo, sem entender patavinas e usando a Gamers pra conseguir os wanzer especiais. Joguei demais até o 4, aí o 5 na época não tinha traduzido e eu não me arrisquei, mas esses dias fui atrás dessa versão não oficial e tá baixada lá em casa pra jogar. Saudades da época em que só de ver o logo da Square-Enix na tela já me enchia de alegria. 😛

        • Aritias

          Corrigindo, o logo que me enchia de alegria era o da Squaresoft. Square-Enix já foi onde começou a derrocada, embora ainda tenha nos presenteado com pérolas como Dragon Quest 8.

          • É tão ruim assim o DQ8? Eu nunca joguei nenhum jogo da série, apesar de ter jogado tudo que é JRPG por aí, essa foi uma série que eu nunca dei muita bola. Ultimamente tenho jogado o Dragon Quest Heroes e tenho curtido, mais porque eu adoro Dinasty Warriors mesmo, não por causa do Dragon Quest, hehehee

          • Aritias

            Acho que não me fiz entender. O DQ8 é fenomenal, e é o último jogo da SE que realmente fez jus ao histórico da empresa. Por isso eu disse que a derrocada começou com a fusão, embora DQ8 tenha sido lançado depois disso e seja excelente. Lembro inclusive que quando joguei DQ8 pensei: “é, agora juntando as séries legais da Enix com os valores de produção que só a Square tem, vamos ter uma enxurrada de jogaços vindo por aí”. Ledo engano. 😛

          • Ahhhhhhhhhhhh, ok, hehehe. Se eu bom mesmo tenho que conferir então, hehehe.

        • Chegou a jogar o Evolve? Apesar da mudança tão grande na série, eu até curti, mais por causa da customização do que qualquer outra coisa. E joguei até o osso o primeiro game no SNES e o GunHazard. Nos dois acho que eu fiz tudo que podia fazer com toda a força, hehehe. O 4 eu joguei muito pouco, e o 3 eu só peguei depois de velho mesmo. O 5 foi um dos que eu mais avancei da série clássica além do primeiro, mas mesmo assim não cheguei a ir muito longe. Mas esses dias andei tirando o pó do PS2 jogando Silent Hill Shattered Dimensions, acho que vou aproveitar e voltar para o FM5, que é um jogaço, com certeza.

          • Aritias

            Ah, eu não curti nem um pouco. Já não sou fã de jogo de tiro no geral, ainda mais um fraco igual esse. Pra quem é fã da série como eu então, foi (mais) uma facada no peito vinda da Square-Enix.

          • Hahahaha, vai, eu não achei tão ruim assim, mas eu te entendo, com certeza. Eu já senti isso quando fizeram um filme de um livro que eu curtia, e o filme acabou saindo uma bomba sem igual, mas acho que com jogos, para mim, isso ainda não rolou, ainda bem, hehehe

  • Mysteron

    O que me impressiona é ver que o Japão, uma ilha daquele tamanho, com aquela densidade demográfica, tem tanto lugar vazio… Os caras brigam sem ninguém por perto… Imagina se fosse no Brasil. Com certeza ia ter a galera do lado gritando “porrada!”

    • Hahahaha, eu sei que em uma das séries, o Kamen Rider OOO (muito bom também), eles usaram o campus de uma faculdade local, que é consideravelmente tecnológica e avançada, como set para gravar a maior parte das cenas de luta. A própria reitoria, que tem um design característico, é sede de uma organização da série. Agora o resto… eu acho que deve ser por aí também. Aqui mesmo em Curitiba, o campus da maioria das universidades fica praticamente deserto nos finais de semana, principalmente aos domingos (quem ja foi na UP ou na UFPR aos fds sabe do que eu to falando), e todas tem espaço suficiente para “emular” diversos cenários distintos (até florestas, parques, na Positivo tem até um lago).